Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012


Se não te revisse no mais banal,
no momento mais imperfeito,
no algo mais normal
e nos momentos mais sem jeito.

Não te encontraria assim,
sempre que contorno cada esquina,
e que percorro os caminhos,
que preencheram uma curta rotina.

A memória não se lançava,
assim desenfreadamente,
em busca do mais irracional, 
desconhecido pela própria mente.

Se não te revisse no mais trivial,
este inerte sentimento, 
já teria voado há muito,
afastado pelo constante desalento.

Os eternos fragmentos de ti,
seriam levados pelo vento,
e não repetidamente guardados
como que escondidos do tempo.

Quinta-feira, 9 de Fevereiro de 2012


Enquanto a vida passa
e o tempo não pretende parar,
enquanto o passado nos enlaça,
impedindo-nos de avançar.

Percorremos este caminho,
um circulo discreto e perigoso.
que se repete continuamente,
não é mais que um ciclo vicioso.

Em que voamos e caímos,
remamos e começamos a afundar,
precisamente enquanto corremos
e algo nos impede de sonhar.

É nesta viagem,
tão nefasta e fatigante,
que nos deixamos flutuar
e agimos como um ignorante.

Somos uma mente de sonhos,
que abraça violentamente, as sensações,
e sempre embarca na nostalgia,
quando caem por terra, as ilusões.

Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2012


"you were" ..and you are

                                                                                                                                                                                                              (damn it)

Sábado, 4 de Fevereiro de 2012


As palavras escapam-se,
por entre o frio que se sente
e escondem-se, ao abrigo,
do vazio persistente.

As sensações estão esquecidas,
algures caídas pelo chão,
desbotadas e sumidas,
por não ser mais que uma recordação.

O calor da emoção
e o rubor do sentimento, 
está tão inalcansável,
distanciando-se com o vento.

O aroma do sorriso
é agora essência do vazio,
que preenche cada canto,
deste corpo sem alma, tão frio.

Domingo, 29 de Janeiro de 2012


Foi o beijo na mão que me arrebatou
e me cortou a respiração,
juntamente com a firmeza dos teus dedos
que já detinham o meu coração.

Foi aquele primeiro beijo,
tão natural como podia ser
e os teus braços que me apertaram,
como se me pudesses perder.

Foi o teu olhar doce
 e a cumplicidade que cresceu,
a saudade que sempre existiu
e o coração que sempre bateu.

Foi aquele momento inesperado,
quando envoltos em areia e mar,
que foi tão perfeito, sem que notasses,
tiraste-me mais uma vez o ar.

Foi tudo aquilo que me prendeu
e me preencheu de ti,
o que faz ser tão simples lembrar-te
não sei se será possível tirar-te de mim.

*29-04-11*