Se não te revisse no mais banal,
no momento mais imperfeito,
no algo mais normal
e nos momentos mais sem jeito.
Não te encontraria assim,
sempre que contorno cada esquina,
e que percorro os caminhos,
que preencheram uma curta rotina.
A memória não se lançava,
assim desenfreadamente,
em busca do mais irracional,
desconhecido pela própria mente.
Se não te revisse no mais trivial,
este inerte sentimento,
já teria voado há muito,
afastado pelo constante desalento.
Os eternos fragmentos de ti,
seriam levados pelo vento,
e não repetidamente guardados
como que escondidos do tempo.
Os eternos fragmentos de ti,
seriam levados pelo vento,
e não repetidamente guardados
como que escondidos do tempo.




